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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Tríades: Acordes maiores e menores

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As tríades são acordes compostos de três notas.

Estas notas são retiradas a partir da escala desejada. Para criar um acorde natural pega-se a 1ª, 3ª e 5ª nota da escala.

TRÍADES MAIORES

Para formar os acordes naturais retiramos da escala no modo Jônio estas três notas citadas acima.

Exemplo

A escala de DÓ jônio: DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, SI.

A partir desta escala criamos o acorde de DÓ: 1ª - DÓ; 3ª - MI; 5ª SOL.

O mesmo é feito para os acordes seguintes. Pra criarmos o acorde de RÉ jônio temos a seguinte escala:

RÉ, MI, FÁ#, SOL, LÁ, SI, DÓ#

O acorde de RÉ jônio ou maior é: 1ª - RÉ; 3ª - FÁ#; 5ª - LÁ.

O ideal é que o estudante construa seus próprios acordes. Partindo desses princípios básicos podemos criar acordes mais complexos com sonoridades mais sofisticadas.

TRÍADES MENORES

Os acordes menores baseiam-se na escala menor ou do modo grego eólio. Esta escala possui três notas menores: 3ª, 6ª e 7ª. Isso quer dizer o seguinte, que podemos pegar o modo jônio e transformá-lo em eólio.

DÓ jônio = DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, SI (Todas são maiores)

Se sabemos que em eólio as 3ª, 6ª e 7ª notas são menores teremos:

DÓ eólio = DÓ, RÉ, MIb, FÁ, SOL, LÁb, SIb (diminui meio tom para baixo)

Agora que sabemos a escala menor (eólio) de DÓ, podemos criar seu acorde menor:

DÓ menor (eólio) = 1ª - DÓ; 3ªm - MIb; 5ªSOL.

Simples!

Façam isso para as demais escalas, tanto nos modos jônio e eólio e já terão acordes suficientes para tirar de ouvido a maioria das músicas populares que tocam nas rádios.




terça-feira, 27 de maio de 2014

Pentatônica e Acordes Relativos

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Continuando sobre o uso da escala pentatônica (caso não tenha visto clique aqui)

Por ser muito versátil é possível usarmos a pentatônica no momento da improvisação em vários contextos durante a harmônia de uma música.

Usualmente, aplicamos a escala pentatônica a partir da tonalidade da música que queremos improvisar. Por exemplo, numa canção em que a tonalidade natural é de E, usamos a pentatônica deste acorde, que seria composta pelas notas:

Tom E (natural ou jônio):

E, FÁ#, SOL#, SI e DÓ#


Só com está sequência de notas, já podemos ampliar nosso campo de improvisação. Não esqueça que a pentatônica está inserida na escala de E jônio (veja modos gregos aqui). Portanto, duas escalas que podem ser usadas simultaneamente.

Mas, o que a pentatônica tem a ver com acordes relativos? Tudo!!!
Os acordes relativos são aqueles que compartilham a 3ª e 5ª notas com a tônica da tonalidade. Por exemplo, o acorde de E (MI) é composto pelas notas MI, SOL# e SI e o acorde relativo seria C#m(DÓ sustenido menor) que é formado por DÓ#, MI e SOL#.

Vejam que C#m possui MI e SOL# comuns a E. Logo, podemos usar a escala pentatônica de E também no acorde de C#m. Nesse caso, podemos começar tocando a sequência da escala a partir da nota DÓ#, veja:


Comparem a figura acima com a anterior e vejam que só mudou a ordem das notas, mas que continuam sendo as mesmas para ambos os acordes. 

Como descobrir rapidamente o acorde relativo do tom da música que você quer improvisar?

Para facilmente memorizar, façam o seguinte. 

Sabendo da escala de E (MI) natural que é formada por MI, FÁ#, SOL#, LÁ, SI, DÓ#, RÉ# (veja as escalas de tons naturais em modos gregos parte 1), conte 6 notas a partir da tônica MI. Quando chegar na sexta nota é só construir o acorde menor dela, que no caso seria -> DÓ#m. Simples! Faça o mesmo para as demais e encontrarão as notas relativas de cada tonalidade.

Relativas menores de acordes de tons maiores naturais:

DÓ = LÁm
RÉ = SIm
MI = DÓ#m
FÁ = RÉm
SOL = MIm
LÁ = FÁ#m
SI = SOL#m



quinta-feira, 22 de maio de 2014

Escala Pentatônica (Pentatonic Scale)

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A escala pentatônica é muito famosa por sua versatilidade e fácil aplicação no campo da improvisação. A resposta melódica dessa escala é bastante agradável e amplamente utilizada nos mais diversos estilos musicais.
No rock, a pentatônica é uma peça fundamental para os iniciantes na guitarra, baixo e teclado.

Vamos ao que interessa!

A escala pentatônica, como o próprio nome indica, é composta por cinco notas, que parte da tônica (a primeira nota da escala), segunda, terceira, quinta e sexta.

Vamos ao primeiro exemplo:
A pentatônica de C natural (maior ou jônio) pode ser obtida através da escala completa de C jônio:



Então, como sabemos que a pentatônica é constituída da 1ª, 2ª, 3ª, 5ª e 6ª notas da escalo de C jônio, temos:



Agora, que você sabe como montar a pentatônica é só memorizar a posição dos acordes no teclado:





Para as demais escalas naturais temos as seguintes pentatônica:
D = RÉ, MI, FÁ#, LÁ, SI
E = MI, FÁ#, SOL#, SI, DÓ#
F = FÁ, SOL, LA, DÓ, RÉ
G = SOL, LA, SI, RÉ, MI
A = LÁ, SI, DÓ#, MI, FÁ#
B = SI, DÓ#, RÉ#, FÁ#, SOL#


Para ajudar você o tecladoharmonico deixa aqui os padrões no teclado para você visualizar as escalas pentatônica maiores restantes:







Em breve, daremos continuidade ao uso rico dessa escala.






domingo, 18 de maio de 2014

MODOS GREGOS PARTE 1

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São escalas derivadas da escala natural (maior). Sete modos são conhecidos no total: Jônio, Dório, Frígio, Lídio, Mixolídio, Eólio e Lócrio.
O conhecimento dessas escalas permite o músico ampliar seus horizontes no momento de harmonizar e improvisar. Vamos trabalhar os intervalos da escala no modo Jônio (maior natural).

Peguemos o exemplo da escala do acorde de dó, composta pelas seguintes notas:
DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ e SI.

Esse modo é chamado de jônio e os respectivos intervalos são (T = 1 tom; T/2 = meio tom):

T-T-T/2-T-T-T-T/2

Esses intervalos dizem quantas notas temos que percorrer para sairmos de uma anterior para a seguinte.
Por exemplo, na escala de DÓ, de DÓ até RÉ, percorremos 1 T, ou seja, de DÓ para DÓ# (T/2) e de DÓ# até RÉ mais T/2 (T/2 + T/2 = T). Figura abaixo:






O mesmo acontece para descobrirmos as notas seguintes. Se já encontramos RÉ, qual seria a próxima nota? Mais um tom (T-T-T/2-T-T-T-T/2). Então, RÉ até RÉ# (T/2) e para MI mais T/2. Então MI seria nossa próxima nota. E qual seria a seguinte? Mais meio tom (T-T-T/2-T-T-T-T/2). Então, MI até FÁ é T/2. Logo, a nota é FÁ.

Então temos as seguintes notas de acordo com os intervalos da escala de DÓ:


De RÉ para MI temos: RÉ -> RÉ# (T/2) -> MI (T/2). Então o segundo tom (T) da escala de DÓ é a nota MI. Para encontrarmos a próxima nota, partimos de MI para FÁ, que é apenas T/2 (MI não tem sustenido). Daí já encontramos nossa quarta nota que é FÁ.
A mesma lógica é seguida nas demais escalas. Por exemplo, a escala de RÉ Jônio possui os mesmos intervalos --> T,T,T/2,T,T,T,T/2.

Então, partido de RÉ temos:
RÉ é o primeiro T. O próximo intervalo é de 1 T, logo, de RÉ para RÉ# temos meio tom (T/2) e de RÉ# para MI temos mais T/2. Portanto, a próxima nota da escala seria MI (o segundo T), pois a soma de dois meios tons é igual a um tom (T/2 + T/2 = T).

RÉ = RÉ, MI, FÁ#, SOL, LÁ, SI, DÓ#, RÉ


MI = MI, FÁ#, SOL#, LÁ, SI, DÓ#, RÉ#, MI

FÁ = FÁ, SOL, LÁ, SIb, DÓ, RÉ, MI, FÁ

SOL = SOL, LÁ, SI, DÓ, RÉ, MI, FÁ#, SOL

LÁ = LÁ, SI, DÓ#, RÉ, MI, FÁ#, SOL#, LÁ

SI = SI, DÓ#, RÉ#, MI, FÁ#, SOL#, LÁ#, SI

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Técnica: Abertura de Acordes ou Chord Voicings

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Nada mais é do que distribuir as notas de um determinado acorde entre as duas mãos no teclado. Você pode conseguir uma melhor sonorização do acorde adicionando, substituindo ou suprimindo algumas notas.

Exemplo:    CM7/9

Do jeito mais comum:
Agora com a abertura:

Notas mão esquerda:   Dó - Si 
Notas mão direita:       Mi - Sol - Ré


O que ocorre é que pegou-se a 3ª(Mi), 5ª(Sol) e a 9ª(Ré) e extendi pra oitava seguinte deixando a tônica(Dó) e 7M(Si) na mão esquerda com sons mais graves.

Se eu colocar todas as notas apenas na mão esquerda, soará um pouco carregada. Com as notas distribuídas entre as duas mãos o acorde fica mais suave e uma sonoridade mais envolvente.

Faça isso com vários acordes, não apenas com acordes de 7M e 9ª, mas também com  4/6/7/11/13/13b... Explore os sons dos acordes, forme novas aberturas. Na harmônia e reharmonização elas possuem um grande poder.
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